Para aproveitar o clima de velocidade que se espalha no ar em semana de grande prêmio de fórmula 1 no Brasil, onde poderemos depois de muito tempo termos um campeão brasileiro, quero fazer uma analogia com o que acontece neste momento no campeonato brasileiro a seis rodadas para o final.
Como se esperava, a rodada de ontem deixou o campeonato ainda mais emocionante, se é possível a essa altura da competição.
É como se o Grêmio que chegou a liderar a prova com folga, já pudesse ver no retrovisor, pegando o vácuo, equipes como São Paulo, Cruzeiro e Palmeiras.
O Flamengo está um pouco mais distante, mas ainda diretamente na briga.
Grêmio e São Paulo, 59 pontos, Cruzeiro e Palmeiras, 58, Flamengo 56, a seis rodadas do fim , é um disputa como nunca se viu antes num campeonato de pontos corridos.
A partir de agora é impossível fazer qualquer previsão.
No caso da fórmula 1, as condições do tempo, chuva, ou sol, pista molhada ou seca, tipo de pneus, estratégia, tanque cheio ou vazio, carro pesado ou mais leve, tudo pode fazer a diferença, e qualquer deslize no reabastecimento, por exemplo, pode ser fatal.
O mesmo acontece nesse caso na reta final do Brasileirão.
A tendência é que o Grêmio se sinta mais pressionado, os times que estão na cola apresentam muita força no momento, sobretudo o São Paulo, e há claramente pontos para ultrapassagem.
Sou teimoso, e ainda acredito no título do Palmeiras, é bem verdade, bem menos do que acreditava. Reconheço, no entanto, a impressionante corrida de recuperação do São Paulo, digna dos grandes pilotos, daqueles capazes de tirar um coelho da cartola quando menos se espera.