Archive for setembro \02\UTC 2008

REFLEXÃO!

setembro 2, 2008

 

Deu no blog do Noblat e serve de reflexão para quem pensa que é Jornalista. Ótimo artigo que serve de reflexão.

Escrevi, hoje, no post “Lula foi rápido no gatilho” que a mídia deveria refletir sobre a conveniência de publicar conteúdo obtido por meios ilegais. Grampo feito sem autorização da Justiça é crime. Deve ser denunciado. Mas está certo transcrever uma conversa criminosamente grampeada?

Alguns leitores me cobraram mais explicações a respeito.
Segue um dos capítulos do meu livro “A arte de fazer um jornal diário” publicado pela Editora Contexto. Acho que ele resume melhor o que penso sobre o assunto.

“O Correio Braziliense deixou de publicar algumas reportagens que produziriam grande impacto entre os leitores desde que adotou seu Código de Ética.

Quer dizer que o código impede em determinadas circunstâncias que se publique reportagens capazes de repercutir intensamente? E de vender jornal?

A resposta é sim. E a razão muito simples: em alguns casos, o repórter só obtém informações se deixar de lado o comportamento ético ditado por códigos profissionais ou por sua própria consciência. A ética deve prevalecer até mesmo sobre a obrigação que tem o jornal de revelar o que possa interessar ao leitor.

Um dos artigos do código do Correio, por exemplo, proíbe que o jornalista publique informações obtidas por meios considerados fraudulentos. Um desses meios é ter acesso a informações fazendo-se passar por outra pessoa. Ou negando que seja jornalista. É uma prática corriqueira na imprensa brasileira. E em grande parte da imprensa mundial.

A pretexto de que o interesse do público está acima de tudo e de que a imprensa existe para informá-lo, jornalistas roubam documentos, se apresentam sob falsa identidade e gravam conversas às escondidas. Jornalistas que agem assim se consideram acima das leis.

Em agosto de 1998, a repórter de uma revista de circulação nacional testemunhou a confissão de vários crimes feita por um suspeito diante dos advogados dele. Confissão protegida, pois, pelo sigilo que resguarda as informações dadas por uma pessoa a seus advogados.

O suspeito não sabia que entre os advogados havia uma jornalista. Até aquele momento ele negara à polícia a autoria dos crimes.

Pressionado depois pelos policiais e informado de que a confissão ouvida pelos advogados se tornaria pública dentro de algumas horas, o suspeito finalmente confirmou tudo.

Num caso como esse, justifica-se o procedimento usado pela jornalista? Foi legítimo? Foi ético? Valeu a pena o ardil? Qualquer ardil vale a pena?

A televisão costuma apelar para o uso de gravadores e câmeras escondidos que registram diálogos entre bandidos e jornalistas, esses quase sempre fingindo interesse em comprar alguma coisa dos primeiros. Se o telespectador não reconhecer o jornalista e sair da sala antes que fique claro quem é quem, poderá imaginar que assistiu a um diálogo entre dois bandidos.

Costumamos dizer que enquanto médico pensa que é Deus, jornalista tem certeza.
Jornalista não é Deus. Não está dispensado de respeitar a Constituição e as demais leis do país. Não tem mandato conferido por ninguém para atuar ao arrepio de códigos e normas socialmente aceitas.

A denuncia de um ato criminoso não justifica uma prática criminosa.”

 

Anúncios

Briga pelo título!

setembro 1, 2008

O São Paulo já jogou a toalha.

 

O empate contra o Santos praticamente eliminou o time das chances de brigar pelo título.

 

É claro, que matematicamente ainda é possível, mas a 10 pontos do líder, e pelo pífio futebol apresentado, o time do mal humorado e sem educação Muricy Ramalho, brigará apenas por uma vaga na Libertadores.

 

Muricy Ramalho, aliás, tem a obrigação, ao invés de ficar dando “patadas” nos repórteres, de dar explicações convincentes dos motivos de o time estar jogando um futebol tão abaixo da crítica.

 

È bom lembrar que o São Paulo tem estrutura, tem dinheiro, paga em dia, tem elenco, é o atual bicampeão brasileiro, e tem a obrigação de apresentar um futebol melhor.

 

Quando perguntado a respeito, e o interesse é da torcida e não dos jornalistas, Muricy prefere dar respostas atravessadas a Imprensa, como se fosse perseguido pela crítica.

 

Peixe.

 

Quanto ao Santos, apesar de ainda figurar na zona de rebaixamento, o time de Marcio Fernandes já apresenta um futebol mais consistente.

 

Fabiano Eller é bom zagueiro, joga bem na cobertura, e tem boa saída de bola.

 

Bida foi uma boa contratação, o volante que veio do Vitória, deu consistência no meio campo ao lado de Roberto Brum e Rodrigo Souto.

 

Se o lateral Kleber e o atacante Kleber Pereira se empenharem um pouquinho mais, o Santos não será rebaixado.

 

Título.

 

É claro que ainda faltam muitas rodadas para o fim do campeonato, mas cada vez mais a briga pelo título vai se desenhando apenas entre duas equipes: Grêmio e Palmeiras.

 

São cinco pontos que separam as duas equipes que ainda terão um confronto no campeonato.

 

Continuo com a opinião de que o Grêmio é um time comum. Competitivo, mas comum.

 

Do meio campo pra frente o Palmeiras tem um time mais técnico, mais qualificado, e entendo que nesse momento é o favorito para a conquista do título.

 

Rebaixamento.

 

Quanto à zona de rebaixamento, a concorrência para escapar do “inferno” está cada vez mais acirrada.

 

São dois pontos que separam o Ipatinga do Atlético Paranaense, o primeiro que está fora da zona da degola.

 

Ou seja, tudo pode acontecer.

 

A possibilidade de um time grande ser rebaixado ainda é muito grande, mas com a consistência apresentada nos últimos jogos por Santos e Fluminense, entendo que os dois clubes escaparão do rebaixamento e que a situação ficará cada vez mais complicada para Atlético Paranaense, Náutico, Portuguesa e Ipatinga.

 

98 anos.

 

Neste primeiro de setembro o Corinthians completa 98 anos de história.

 

A história do clube mais popular de São Paulo é das mais gloriosas, e infelizmente manchadas pelos últimos acontecimentos, com parcerias equivocadas, suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção e rebaixamento para a segunda divisão.

 

De todo modo, ao que parece, embora haja a todo o momento disse me disse em relação às negociatas nos bastidores do clube, a situação está melhorando.

 

A aprovação do novo estatuto por parte da assembléia geral foi um grande passo para a modernidade e democracia.

 

O voto direto dos associados para a eleição do presidente, a partir do próximo ano, com um mandato de três anos, e a proibição da reeleição, são medidas das mais salutares.

 

Tomara que o Corinthians, daqui a dois anos, chegue a seu centenário com motivos de sobra para orgulhar sua imensa torcida.